Tudo começa com a pressão que provocamos ao morder o maldito pedaço de folha de alumínio. Quando provocamos contato entre metais diferentes – no caso, o alumínio com o mercúrio das restaurações ou ouro em coroas – em um ambiente cheio de saliva e sais, o resultado é literalmente eletrizante.



Esses metais têm uma diferença de potência eletroquímica, o que faz com que elétrons saiam do alumínio em direção ao dente. Na sequência, essa espécie de corrente elétrica é conduzida até a raiz do dente e, chegando lá, cria impulsos nervosos que, quando chegam ao cérebro, nos fazem interpretar tudo isso como dor. E aí o jeito é torcer para passar logo e inspecionar bem o bombom antes de dar aquela mordida.